quinta-feira, 30 de junho de 2011

Projeto Bicicleta Veia #BicicletaVeia @BicicNatalRN

Lembra da tua bicicleta veia guardada na garagem? Daquela Bicicleta que quando mais novo te dava liberdade e autonomia...Enferrujou, você cresceu, então teve que comprar uma outra. E teu filho(a) que ganhou uma bicicleta e largou ela, e hoje você olha tristonho para ela parada, mostre a ele que há crianças que não menosprezam a oportunidade de ter uma bicicleta para irem a escola, que sonham em ter uma magrela para andar a onde moram, ciclistas, que desde de cedo levam com brincadeira tão ingênua na ação de pedalar, construindo um futuro melhor para cidade, para saúde e para o planeta.

Vamos gente, eu vejo muita bicicleta enferrujando por aí, o movimento Bicicletada Natal RN ( @BicicNatalRN ) está recebendo doações de bicicletas usadas, peças usadas, claro, em bom estado para podermos montar, sendo restauradas e tornar um pouco mais feliz a vida de nossas crianças natalenses, em fomento a Cultura da Bicicleta em Natal. Fica o recado e espero que divulguem esta campanha.


Grande, tirou boas notas na escola e encontrou a oportunidade de realizar o seu sonho de criança. Lenilson, menino de 9 anos, morador de Felipe Camarão, estudante da Escola Est.Clara Camarão.

"Obrigado Bicicletada Natal!!!! Por realizar o sonho desse menino, meu ex-aluno "Elenilson", que diante de batalhas realizou o sonho de sua vida...Elenilson, mora com os avós, pois sua mãe não tem condições de criá-lo e dá as condições minimas de lazer e educação...Obrigado de coração!" (Adriana Cândido)

"Demonstramos que com pouco fazemos muito...parabéns Bicicletada Natal!!! Vamos continuar! Nós queremos e nós podemos!" ( José André - Ciclistas Em Movimento)

Mais fotos aqui , precisamos dá ao projeto continuidade! 

Bicicletada

 Texto apresentando a  disciplina Capitalismo e Questão Social do Curso de Serviço Social, 3º período.
Bicicletada ( Massa Crítica ) San Francisco

Bicicletada

A Bicicletada, movimento horizontal, sem líderes, criação coletiva sem donos ou hierarquias, foi inspirada no evento mundial denominado como Massa Crítica ( Critical Mass). Nome que é originário de um estudo de mobilidade realizado nas cidades chinesas, no caso, "onde não existe sistema de regras de trânsito nem uma presença significativa de semáforos" (http://bicicletadapoa.blogspot.com/2006/10/um-pouco-de-histria.html), a Bicicletada nasceu da própria falta de direitos das pessoas terem na bicicleta um meio de transporte: chegando-se a conclusão que as bicicletas somente eram capazes de passar num cruzamento de fluxo intenso de veículos quando atingissem certa quantidade de ciclistas, alcançando daí um ponto crítico, ou uma "Massa Crítica" capaz de parar o trafego de caminhôes e carros.
A primeira Massa Crítica se deu na cidade de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, difundiu-se pelas principais cidades do país e passou a ser realizada a princípio em alguns países da europa. Hoje, ela ocorre em várias regiões do mundo, no Brasil em mais de 80 cidades, inclusive no Rio Grande do Norte, na capital do estado Natal e em Mossoró.
A Bicicletada questiona radicalmente a sociedade do automóvel, refletindo essa sociedade individualista, marcada pelas desigualdades, e a condição do ser humano que oprime ser humano, ensinada pelo ideal competitivo, de concorrência que se evadiu do modelo econômico, para cristalizar-se no modelo social. A ditadura dos automóveis, conhecida por aqueles que mais sofrem com a cultura do carro, traduz a perda do espaço público; a precarização da qualidade de vida nas cidades; imobilidade urbana; a poluição com o adoecimento do trabalhador e a redução da expectativa de vida; o crescimento e banalização da violência, como a própria coisificação dos indivíduos e a degradação do meio ambiente.
Menos poluição, melhor para o pulmão
A poluição tem grande prejuízo a saúde, destacando a poluição do ar e a sonora, que comprovadamente trazem danos acumulativos a toda população, principalmente crianças e idosos.
Tomando como nosso maior exemplo a cidade de São Paulo, onde o nível de poluição gerado pelo transporte individual corresponde a 70% de gases tóxicos, dentre eles o CO2, o NO2 (dioxido de nitrogênio) e o enxofre, que saem dos canos de espace de menos de 1% da população  que utiliza o automóvel como meio de transporte egoísta, parcela responsável também por inutilizar 80% do espaço urbano público, obstacularizando a vida de pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência, revela a escolha pelo modelo de mobilidade e desenvolvimento que São Paulo escolheu equivocadamente, e que vem sendo infelizmente espelho para outras cidades como Natal.
Segundo a  Organização Mundial de Saúde (OMS) a quantidade segura  para saúde de material particulado, ou seja poeira e fuligem, está em torno de 25mg/m3 a cada dia, tomando ainda o nosso exemplo, em algumas das principais avenidas de São Paulo o nível de material particulado atinge cerca de 811mg/m3, o que equivale a uma carteira de cigarro ao dia.
A poluição sonora a níveis seguros, sem dano, de 50 decibeis , numa grande cidade como São Paulo, atinge a média de 78 db, e picos de 95 decibeis:  limite do equipamento (decibelimetro) medidor usado.  A poluição mata 3 mil pessoas ao ano em São Paulo, custo é de 1 bilhão e meio de dolares  por ano. Pergunta-se: É essa a cidade que as pessoas querem para viver? Será a Natal que herdará a próxima geração?
Observamos que um número maior de veículos automotores preenchem as ruas da cidade do Natal, segundo o Detran de 2000 a 2009 a frota de automóveis cresceu 67%, a maior parte da população, os trabalhadores usuários do transporte coletivo, sofre com os congestionamentos que tendem a piorar, isso significa dizer maior tempo de exposição a essa poluição, acentuando o número de doenças respiratórias, psicológicas e do coração. A capital no conceito da grande metrópole que coloca o seu crescimento na frente do próprio suprimento das necessidade mais básicas das pessoas.
O chamado desenvolvimento sustentável está intimamente ligado a forma como as pessoas escolhem por se locomover, a sua relação com o meio ambiente urbano e como relaciona-se com as outras pessoas dentro da cidade, o que dialoga com as mudanças que estão ocorrendo no planeta, e as necessidades de adaptação da humanidade a uma realidade não tão positiva.
Pensar para contestar essa realidade que aparece como natural, dita como um mau necessário ao desenvolvimento que se pauta na privação de direitos de uma maioria em privilégio de uma minoria, ilustra a luta, a guerra urbana, que o movimento Massa Crítica trava na cidade.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Código Florestal - Manifestação Nacional em Natal

MANIFESTAÇÃO NACIONAL CONTRA O SUBSTITUTIVO QUE ALTERA O CÓDIGO FLORESTAL


Este evento está sendo organizado em todo Brasil com centenas de ONGs contra o substitutivo do Dep. Aldo Rebelo, que altera de forma péssima o Código Florestal para favorecer os ruralistas, sem nenhuma preocupação com a questão da proteção das florestas e consequentemente das condições da existência humana.

Mais informações:
Telefone de contato: 8865 8868 com Francisco Iglesias
Veja: www.sosflorestas.org.com

 Data/hora e local:
Sexta-feira, 20 de maio · 15:30 - 18:30
Localização: Av. Rio Branco esq. com Rua João Pessoa, Praça Kennedy – Natal - RN

domingo, 15 de maio de 2011

Notícia

Arte - Eduardo Marinho
44 mandatos de busca e apreensão em Natal, a cidade que mais se endivida para a obtenção do sonho de consumo que é o carro.. Trabalhdores se endividam, usam o carro para trabalhar, trabalham para ter carro.

sábado, 14 de maio de 2011

Até quando? Até quando impunidade? Até quando?


Mais uma vítima em menos de duas semanas.

Revolta! Enquanto os jornais e blogs locais bem frequentados e retuitados ditam o que acontece, sem qualquer compromisso com a verdade, essa... A "verdade da vítima", não de um acidente, mas  de alguém que assassinado por um motorista. Até quando? Até quando impunidade? Quantos de nós precisaremos morrer?

O ciclista não estava atravessando no meio dos carros, como um suicida moderno, como é de propor-se para mentalidade dos usuários do carro, carrocratas, carrascos potencialmente, dentre muitos, apenas um - uma mistura de carne e álcool, para executar definitivamente pena de morte a resistência, a insurreição cultural das bicicletas, dos ciclistas urbanos que, por necessidade ou opção, transitam pela região metropolitana e especificamente dentro da cidade.




A BR 101 que corta Natal parece-me a muralha de fuzilamento de nós ciclistas. Quantos já partiram, sem chance qualquer de defesa para o mundo do além!? Entre aqueles noticioados e não veiculados nos blogs, nos jornais oficiais. Quantos? Notícias como essa são cada vez mais frequentes, enquanto o número de carros aumenta cada vez mais nas ruas de Natal; enquanto a frota cresceu em uma década 67% - com isso, a cidade já vive a barbarie de uma cidade grande como São Paulo.


Vítimas inocentes, pais, mães e filhos, irmãos! Por que somos tão crueis? Pessoas por que escolher deslocar-se egoisticamente, destrutivamente, não só para saúde, mas para a vida do próximo. Automóvel, desculpe, a quem tem paixão por ele, mas é uma arma, o gatilho somos nós, nós que o manuzeamos mau, mau formados pelas auto-escolas, pagando caro.

Observem bem a marca no asfalto do Fiesta, onde percebe-se claramente onde possivelmente foi o primeiro impacto - ciclista estava transitando, exercendo o seu direito, enquanto foi pego dolosamente sem chance de defesa, sendo jogado com enorme violência a 30m. Chega de impunidade!

A via não apresenta nenhuma sinalização, não afirmando o uso da via que é feito também por ciclistas, indo e vindo. Não há ciclovia, nenhuma infra-estrutura, e como já disse, sinalização; há poucas faixas de pedestres e passarelas, fluxo sempre intenso e grandes velocidades, não coerente com a criculaçao de pessoas, não falo de máquinas, mas sim de pessoas, não motorizadas, que teoricamente teriam preferência.

A Polícia Rodoviária tenta contextualizar a "culpa" que recai sobre o pedestre e ciclistas, tratando-os como suicidas até. Ninguém quer morrer, só não tem opção para não se arriscar. As autoridades dizem suprir as necessidades dos mais fracos - verdade prática: nada acontece como imaginam essas ditas autoridades, ora, carrocraticamente falando, andar 1km para atrravessar uma rua que mede em largura trinta metros(?)

Com o perdão da palavra, que P... de lógica é essa?



Você, considera-se um bom motorista, por que não muda a sua atitude no trânsito?! Justifica-se a nossa invisibilidade,  mas não se justifica - nenhum de nós somos transparentes. Somos gente sim, igual a você que fecha os olhos para outras alternativas de transporte. Não é porque andar de bicicleta em Natal é perigoso. A cidade, quer dizer o Poder Público, com a co-participação, não menos relevante da opção individual de um terço da população natalense omiti-se, lava as mãos.

A questão além de ser cultural é social, e econômica - pois é muito difícil fazer distanciar tais pontos.

Na sociedade onde esparge a barbarie, em meio a ideia virtual da concorrência de mercado, transplantada para o social; da concentração de direitos, mediante a imposição moral e física do "ter mais dinheiro", do "ter carro", da violência, da corrupção, da acumulação e da impunidade. São exemplos das ânsias, das perturbações, dos crimes aos direitos humanos, refletindo todos os avanços já conquistados pela humanidade.



Estamos em um caminho lento para a real civilidade, em que as pessoas são flagrantes: agentes alienados à questão social, que é apresentada obtusamente como cenário de suas vidas.

CHEGA!


A cultura da velocidade, a cultura do automóvel massacra a vida humana, seja ela a de quem a defende, como de pessoas inocentes. CHEGA!

Motoristas, referindo aos maus motoristas, destes uma minoria mau caráter; a maioria, mau formados. NATALENSES - não somos bichos na estrada, somos seus semelhantes! A sua pressa não vale uma vida! O seu prazer débil de alcoolizar-se como alcoólatra socialmente incumbado não vale a angústia de uma família.

EVOLUAM, sei que é difícil quando vivemos na Era da Estupidez, evoluam!


Até quando?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ciclovias dos Invisíveis




 O que queremos? O que definimos como prioridade? Nós ciclistas queremos RESPEITO, servindo-me de tais escrituras: [...] “Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride” [...] (Manifesto dos Invisíveis)

Quer-se impor que lugar de ciclista não é na rua, e sim nas ciclovias, segregados, invisíveis a todos. E que tipos de ciclovias se discuti? Aquelas que levam “de lugar algum a canto nenhum”, desconexas, ou utilizadas apenas no domingo, longe da verdadeira ideia que defendemos: o compartilhamento da via, o respeito a vida e ao cidadão, o real direito de ir e vir da população, que é negligenciado pelo Poder Público, este por privilegiar poucos.

Tudo gira em torno do automóvel, em correspondência a uma minoria abastada que é capaz de investir uma quantidade enorme de recursos para a manutenção do sonho de consumo, que vem destruindo as nossas cidades. Sim, quanto mais carros tiverem nas ruas, teremos uma cidade mais degradada, violenta, desigual e engarrafada – apontam os especialistas de trânsito - não adianta construir mais vias para carro, e para onde a cidade irá crescer? Ou se escolhe pessoas ou automóveis para serem habitantes de uma cidade.  

Lugar de ciclista não é na rua, não é mesmo?
Os ciclistas querem mais respeito, querem exercer seu direito a rua, assim como pedestres, o que todos nós somos na verdade.  Os nossos representantes políticos conhecem muito pouco a realidade de sua cidade, assim como podemos observar a sua maioria usa carro regularmente, não transporte coletivo, por exemplo, ou seja, utiliza um bem privado que é seu fruto do seu “trabalho”,  assim como também usam planos de saúde privados; pagam escolas privadas para seus filhos estudarem, assim vai. Eles, nossos representantes muitas vezes sendo os agentes dos interesses de classes das muitas que fazem parte ou defendem, estão para usurpar do público concentrando direitos,  e negligenciando as demandas mais urgentes da sociedade – a exemplo da mobilidade urbana.

Nós ciclistas não podemos e não vamos esperar pelo que querem nos fazer acreditar como um “favor”, a questão está mais do que madura, apenas falta vontade política.

Educar, respeitar a integridade de pessoas que são responsáveis pelas verdadeiras demandas de deslocamento em nossa cidade, não observamos isso ser feito. A pé, bicicleta, transporte coletivo são os principais meios, modais de transporte que efetivam a maior parte dos deslocamentos realizados na cidade, da zona norte a zona sul, e centro.  Porque nada é feito? Liberam-se tantos milhões para expansão viária para comportar a rua para mais carros, e não vemos os problemas de mobilidade urbana serem resolvidos, alias são acentuados ainda mais. 

Porque essa discussão tardou tanto para chegar até a Câmara de Vereadores de Natal, ainda sim tendenciosa, com vistas a segregação do ciclista? Já que a realidade expressa é diferente da que pensa os nossos iníquos gestores?

Vejam bem [...] “Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, um grande exemplo de soluções criativas: Bogotá” [...] ( Manifesto dos Invisíveis)

Natal caminha para ser a São Paulo do amanhã, poluída, engarrafada, violenta e desumana. Natal é uma das cidades mais sedentárias do Brasil, o se seu ar foi um dia o mais puro das Américas, não é mais hoje.

Os erros, a incompetência, a crueldade, a violência, de gestão a gestão se acumula como os carros engarrafados nas ruas por longos quilômetros.  Talvez essa não seja ainda a realidade de nossa cidade, mas ajamos antes que nossa situação piore.

Bicicletas nas ruas, ciclistas nas ruas, apesar das dificuldades de se pedalar em Natal, são símbolos de resistência a essa ditadura motorizada, expressa na figura do automóvel. Não há escassez de  demandas, ou de uma cultura ciclística, apenas somos tratados como invisíveis. 

¿Qué es un carril-bici urbano?